Em 4 de agosto (horário de Pequim/CEST), o Comitê Técnico de Árbitros Espanhóis (CTA) anunciou as mudanças nas regras para a temporada 2026/27 da La Liga. As principais alterações abrangem múltiplas dimensões, incluindo interrupções por lesão do goleiro, limites de tempo para substituição, tiros de meta e Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).

1. Limite de tempo para a saída de jogadores substituídos

Esta regra foi implementada na Copa do Mundo de 2026 e será adotada simultaneamente em todas as ligas profissionais espanholas: após a placa de substituição ser levantada, o jogador substituído deve sair do campo em 10 segundos. Se não houver placa de substituição, o sinal do árbitro marca o início da contagem.

Se um jogador não sair em 10 segundos (exceto em circunstâncias especiais, como lesão ou questões de segurança), o jogador substituto só poderá entrar após o jogo ser retomado por um minuto completo. Quando múltiplos jogadores são substituídos simultaneamente, todos devem sair dentro de um limite de tempo unificado de 10 segundos, contado a partir do último sinal de substituição.

2. Nova regra para quedas táticas do goleiro (Piloto da La Liga autorizado pela IFAB)

Restrições foram introduzidas para combater quedas intencionais de goleiros que interrompem o ritmo do jogo, originadas da Circular nº 34 da IFAB:

Quando o jogo é interrompido por lesão do goleiro, o técnico deve designar imediatamente um jogador em campo para sair. Se não fizer uma escolha em 10 segundos após o árbitro autorizar a entrada do médico, o capitão sairá automaticamente. O jogador que sair deve esperar um minuto completo fora após o jogo ser retomado antes de poder retornar.

Três cenários isentos desta penalidade:

1. A lesão do goleiro resulta de uma falta que exige tiro livre direto;

2. O goleiro colide com um jogador em campo e ambos necessitam atendimento médico;

3. O goleiro sofre lesão com sangramento.

· Regra geral: Qualquer jogador em campo que receba atendimento médico também deve sair e esperar 1 minuto, podendo retornar apenas com permissão do árbitro.

3. Interpretação atualizada de "vantagem" para jogadas de bola parada

Quando uma equipe cobra arremesso lateral, tiro livre ou escanteio com violação na localização ou execução, mas o adversário imediatamente ganha a posse de forma limpa, o árbitro pode aplicar vantagem e deixar o jogo continuar. Se o adversário não controlar a bola, será concedida nova cobrança ou penalidade à equipe que cobrou.

4. Regra unificada para segundo toque em pênaltis

Em resposta ao pênalti polêmico de Álvarez contra o Real Madrid na Liga dos Campeões, a Federação Espanhola de Futebol implementará diretrizes unificadas da IFAB:

1. Segundo toque acidental durante pênalti com gol válido: pênalti é recobrável;

2. Segundo toque acidental durante pênalti com chute final errado: pênalti é considerado perdido.

Pênalti polêmico de Álvarez contra o Real Madrid

5. Penalidades por atraso na cobrança de arremessos laterais e tiros de meta

Quando o árbitro constatar que uma equipe está deliberadamente atrasando o reinício do jogo, uma contagem regressiva de 5 segundos será iniciada:

1. Arremesso lateral além do limite: posse direta ao adversário;

2. Tiro de meta além do limite: escanteio ao adversário.

6. Penalidade unificada para mão na bola em tiro de meta

Uma controvérsia ocorreu na temporada passada no jogo Atlético Madrid contra Barcelona: após Musso colocar a bola para o tiro de meta, Puel tocou a bola com a mão na área penal. O árbitro decidiu na época que a bola não havia entrado em jogo e não marcou pênalti.

A nova regra estabelece o padrão: se um defensor toca deliberadamente a bola com a mão/braço na área penal após o goleiro tocar para o tiro de meta, pênalti será sempre concedido. Defensores que participam da cobrança não podem tocar a bola com a mão após o goleiro tocá-la.

Controvérsia do tiro de meta de Puel

7. Novos cenários revisáveis pelo VAR

Além das categorias originais (gols, pênaltis, cartões vermelhos diretos e faltas antes de gol), quatro novas permissões de revisão foram adicionadas:

1. Cartões vermelhos resultantes de segundo cartão amarelo claramente equivocado podem ser corrigidos pelo VAR.

2. Jogador errado sancionado: Quando o árbitro emite cartão amarelo ou vermelho, mas fica claro que outro jogador foi erroneamente punido pela falta, apenas a identidade do jogador sancionado pode ser corrigida — não a falta em si.

3. A "cláusula de identidade equivocada" usada na Copa do Mundo de 2026 para lidar com simulações será incluída no plano de revisão detalhado do VAR (Circular nº 32), mas não entrará em vigor nesta temporada antes da implementação oficial.

4. O VAR revisa identidade equivocada apenas quando o árbitro considera uma falta, mas sanciona o jogador errado. Exemplos:

· Um jogador recebe amarelo por mão de outro;

· Um jogador recebe amarelo por entrada imprudente de outro;

· Cenários similares: o árbitro determina que houve falta, mas sanciona jogador errado. A revisão apenas corrige a identidade, não pode anular a decisão sobre "se a falta existiu", exceto quando a falta se enquadra no escopo original de revisão do VAR (gols, faltas antes de gol, decisões de pênalti e incidentes de cartão vermelho direto).

5. Escanteio claramente equivocado: Mesmo que a bola tenha saído pela linha de fundo, se a revisão puder ser concluída imediatamente sem atrasar o jogo, o VAR pode intervir. Se o escanteio já foi cobrado rapidamente, a decisão não será alterada. O árbitro deve fazer o gesto oficial de sinal de televisão ao anular uma decisão. Nota importante: Intervenção do VAR para escanteio equivocado é permitida apenas em circunstâncias extremas com fatos claros e revisão instantânea.

6. Quando um atacante comete falta ao se preparar para cobrar tiro livre/escanteio, antes da bola ser chutada, e o árbitro não percebe, o VAR pode recomendar revisão no monitor, desde que atendidas simultaneamente:

(1) A falta é punível com cartão vermelho direto: conduta violenta, cuspar, morder ou comportamento/linguagem extremamente ofensiva, insultuosa ou humilhante;

(2) A ação perdura até o contato com a bola ou depois;

(3) A falta ocorre após o árbitro sinalizar para cobrança e tem impacto direto, atendendo uma das seguintes: ajuda a equipe atacante a marcar gol ou criar boa oportunidade;

(4) Reduz significativamente a capacidade defensiva de evitar gol;

(5) Força defesa a cometer falta de pênalti, receber vermelho ou segundo amarelo por negar oportunidade clara de gol, ou bloquear/interferir em ataque altamente perigoso.

Traduzido por IA.

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