De acordo com o Sport, o perito forense Cassinelli afirmou no julgamento da morte de Maradona que Maradona mostrava sinais de insuficiência cardíaca antes de sua morte, mas não recebeu tratamento adequado.

Carlos Mauricio Cassinelli, coordenador da comissão médica interdisciplinar responsável pela elaboração do relatório da morte de Maradona e médico legista, testemunhou na terça-feira que Maradona apresentou "sinais de insuficiência cardíaca" nos últimos dias de sua vida, que não foram devidamente gerenciados pelos médicos que o atendiam.
"Edema de membros inferiores, aumento da produção de urina, ronco, dispneia, hipertensão e taquicardia são todos sinais de alerta consistentes com insuficiência cardíaca que deveriam ter sido controlados", disse Cassinelli, que anteriormente atuou como diretor do departamento forense da polícia científica.
O especialista também mencionou que Maradona tinha "inchaço óbvio" na época. "Essa retenção de líquidos é uma manifestação secundária de insuficiência cardíaca. O coração não consegue bombear o sangue que entra, e o líquido começará a se espalhar para outras partes do corpo", explicou.
Cassinelli anteriormente atuou como diretor do departamento forense da polícia científica. Em 2021, as autoridades judiciais argentinas solicitaram a formação de uma comissão médica para investigar a morte de Maradona, e ele atuou como coordenador da comissão. Segundo ele, a comissão revisou os prontuários médicos completos do paciente, e o relatório foi "concluído coletivamente", com mais de 20 profissionais de diferentes especialidades chegando a um consenso.
Cassinelli ressaltou que, embora os dois réus, o neurocirurgião Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov, fossem "nominalmente responsáveis pelo tratamento domiciliar", "nenhum médico era verdadeiramente responsável pela condição do paciente". Maradona recebeu tratamento domiciliar de 11 a 25 de novembro de 2020, e morreu pouco depois.
De acordo com as testemunhas, os médicos ignoraram os sinais de alerta que eles souberam por meio de mensagens de texto e áudio: "No mínimo, eles deveriam ter visitado para verificar esses sintomas, ou consultado um especialista em clínica médica ou cardiologista, ou até mesmo enviado-o diretamente para o hospital para um diagnóstico eficaz."
"Para um paciente com cardiomiopatia dilatada causada pelo uso prolongado de cocaína, o coração nunca voltará ao normal. A insuficiência cardíaca pode ser compensada, mas todos concordamos que ele deveria ter continuado a tomar medicação para essa doença crônica", disse Cassinelli.
De acordo com o depoimento de dois médicos que o trataram em uma clínica particular, Maradona parou de tomar um medicamento anti-hipertensivo pouco antes de sua morte. Na terça-feira, Cassinelli afirmou: "Acredito que esses médicos não entenderam, ou não tinham um conhecimento aprofundado do histórico médico completo do paciente." Além de Luque e Cosachov, o caso também julgou Nancy Forlini, médica coordenadora de atendimento domiciliar da empresa médica suíça, o psicanalista Carlos Diaz, o médico Pedro Di Spagna, o enfermeiro coordenador Mariano Perroni e o enfermeiro Ricardo Almiron, todos acusados de homicídio simples com dolo eventual.
Traduzido por IA.
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