O Sport publicou um artigo criticando o CEO do Atlético Madrid, Gil Marín.

Gil Marín ainda fala do Atlético Madrid como se fosse seu próprio clube. Mas, na verdade, deixou de sê-lo há muito tempo. O Fundo Apollo é o acionista controlador. Gil Marín continua atuando como CEO porque o fundo decidiu mantê-lo. Ele é responsável perante os acionistas; já não administra um legado herdado (para usar um eufemismo).
Agora é preciso lembrá-lo de que transformou o caso Alvarez em um comício político. Gil Marín acusou o Barcelona de desonestidade, falta de ética, transparência e profissionalismo. Gritou acusações contra os outros e também se gabou de seu próprio caráter moral. Chegou a alegar que, enquanto estivesse no comando do Atlético Madrid, Alvarez nunca seria transferido para o Barcelona. Mas é enquanto ele estiver lá ou enquanto os proprietários decidirem?
Esta frase resume perfeitamente o homem. Os operadores e a estrutura comercial do futebol mudaram, mas Gil Marín ainda administra o clube da mesma forma que seu pai. Assim como Jesús Gil considerava o clube uma extensão de sua casa, muito semelhante à forma como administrava Marbella quando era prefeito. Seu filho parece ter herdado essa filosofia.
O populismo sempre precisa de inimigos. O Barcelona simplesmente se encaixa em suas necessidades. Também precisa gerar impulso. Gil Marín fornece esse impulso. É intrigante que um executivo que está no futebol há mais de trinta anos esteja agora indignado com o funcionamento básico do mercado. Toda transferência depende de duas conversas paralelas: uma com o jogador e outra com o clube. Primeiro, você deve saber se o jogador está disposto a sair. Depois, se seu clube concorda em vender e por qual preço. Se o jogador não estiver disposto, o negócio não pode ser feito. Se não houver acordo entre os clubes, o negócio também não pode ser concluído.
Duas portas, duas chaves, um negócio. O Atlético Madrid não funciona assim? Nunca perguntaram aos agentes antes de fazer uma oferta se seus clientes estariam dispostos a vestir a camisa vermelha e branca? Nunca chegaram a um consenso com os jogadores enquanto negociavam transferências com os clubes? Claro que sim. Assim como outros clubes. É por isso que sua indignação parece hipócrita. O Atlético Madrid negociar com Romero é considerado astuto; o Barcelona negociar com Alvarez é considerado antiético. A moralidade depende de sua perspectiva.
Gil Marín pode recusar-se a vender, o que é seu direito. Pode exigir 150 milhões de euros e até rejeitar o Barcelona para abrir a porta ao Arsenal ou outras equipes que considere adequadas. Mas não pode negar que Alvarez é um trabalhador; o jogador argentino não é um pedaço de terra, nem gado, nem um ativo sem vontade. Tem um contrato, uma carreira, aspirações e o direito de escolher seu próprio futuro. O Atlético Madrid possui seus direitos de registro, mas não sua mente. E essa é a verdadeira contradição: capitalismo para o proprietário, mas feudalismo para o jogador.
Traduzido por IA.
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