De acordo com o Sport, o jogador do Real Betis, Hector Bellerin, discutiu o significado social do futebol em uma entrevista, acreditando que não deveria ser associado apenas a vitórias e derrotas ou a interesses comerciais.

Bellerin afirmou em entrevista à Cadena Ser que o futebol reflete realidades sociais fora do campo. Ele disse que o futebol sempre foi um espelho da sociedade. Com base nisso, ele acredita que o estádio reproduz as tensões, preconceitos e estruturas de poder presentes na sociedade, então não o surpreende ouvir cânticos misóginos, homofóbicos ou racistas nas arquibancadas.
Em sua opinião, a chave é não normalizar esses comportamentos. Sua postura não se trata apenas de se manifestar contra fenômenos individuais, mas sim de apontar que o verdadeiro problema não é meramente a existência dessas declarações, mas a tolerância a elas nos estádios, como se tudo fosse aceitável no mundo do futebol. Bellerin acredita que o esporte deve dar um passo à frente aqui.
Bellerin acredita que, se usado de forma responsável, o futebol pode ser uma força para a mudança social. Ele vê o futebol como um espaço poderoso porque atinge milhões de pessoas e, especialmente, molda as percepções dos jovens.
Nesse contexto, suas palavras têm mais peso: ele diz que o futebol é uma ferramenta social para promover o progresso. Ele não trata essa afirmação como um slogan vazio, mas como uma responsabilidade compartilhada de clubes, torcedores e jogadores. Como o esporte atrai tanto dinheiro e atenção, ele também deveria promover uma mudança mais consciente.
Durante a entrevista, Bellerin também discutiu a questão da igualdade salarial para jogadores e jogadoras de futebol. Ele afirmou: "O que eu sei, o que eu espero e o que é mais justo, é que todos recebam o mesmo salário, sejam igualmente profissionais, desfrutem dos mesmos direitos e realmente alcancem a igualdade."
Além disso, ele também expressou insatisfação com as ações de Luis Rubiales durante a final da Copa do Mundo Feminina. Ele afirmou que essa forma de representar o país, comportamento vulgar, distorcer as declarações das vítimas, culpar os outros e depois se fazer de vítima, não deve ficar impune.
O jogador do Real Betis também se concentrou na pressão enfrentada por aqueles que não se conformam com a masculinidade tradicional. Ele explicou que alguns homens tentam encontrar uma posição confortável fora da masculinidade hegemônica tradicional, mas o ridículo e a exclusão ainda são muito fortes. Essa visão também é consistente com sua crítica geral à misoginia e à homofobia no esporte.
Traduzido por IA.
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