O jogador colombiano Arias foi entrevistado pela AS, onde partilhou toda a sua experiência nos últimos meses no Palmeiras, bem como a sua breve passagem pelo Wolves. Ele também respondeu às críticas externas sobre a mentalidade dos jogadores colombianos, afirmando que as redes sociais são um fator que contribui para o problema. Ele reconheceu plenamente a dedicação de James e Luis Díaz à seleção nacional.

P: Após a Copa do Mundo, o Brasileirão foi retomado. Como se sente ao estar de volta ao Palmeiras?
R: Tenho estado em muito boa forma desde que voltei ao Palmeiras. Sinto que, tanto a nível de clube como pessoal, estamos prestes a entrar numa fase muito crucial este ano para perseguir os grandes objetivos que definimos aqui.
Para mim, pessoalmente, jogar na Copa do Mundo com a seleção nacional foi uma experiência maravilhosa. Sei que antes do final deste ano, há muitas grandes conquistas à nossa espera para serem criadas.
P: Você analisou a seleção nacional. Que mudanças a seleção nacional realmente precisa fazer?
R: A Colômbia possui excelentes características de caráter e uma série de jogadores excepcionalmente talentosos. Nós provamos isso na Copa do Mundo. Nossa saída precoce nos deixou com raiva e impotentes. Mas como eu disse depois que fomos eliminados, enfrentando um novo ciclo e tudo o que está por vir, a seleção nacional claramente precisa fazer mudanças, mudanças de mentalidade, e muitos fatores muito além do aspecto esportivo em si precisam ser ajustados.
Acredito que todos os colombianos estão ansiosos por este novo processo. Temos a responsabilidade de alcançar resultados importantes para a seleção nacional e deixar nossa marca. Tudo o que aconteceu recentemente provou que somos totalmente capazes de fazer isso.
P: O que você pensa sobre a renovação do contrato de Lorenzo?
R: O técnico Lorenzo é o líder deste ciclo, e suas habilidades profissionais são extremamente fortes. A Federação depositou essa confiança nele, acreditando que ele pode nos conduzir a um novo ciclo e alcançar resultados importantes sob sua orientação.
Esta renovação é um enorme voto de confiança, mas também vem com a responsabilidade de continuar a fazer um bom trabalho, solidificar as bases existentes, abordar as questões que nos afligem e construir uma seleção nacional mais estável e vitoriosa.
P: Qual é a sua posição e importância na seleção colombiana?
R: Todo jogador, toda pessoa, quer ser valorizado, não é segredo. Todo mundo quer se sentir importante. Eu sei quem eu sou, que tipo de jogador eu sou. Deixando de lado todos os fatores externos, eu entendo o meu próprio valor, e conheço melhor as minhas capacidades.
Mas eu sempre mantenho uma mentalidade calma. Eu sei que dei o meu melhor e lutei de todo o coração por esta camisa. Este já foi o meu sonho, e enquanto eu cumprir as responsabilidades que me são dadas pela seleção nacional, continuarei a fazê-lo. Sei que ainda há espaço para melhorias em algumas áreas, e é nisso que estou trabalhando.
P: Na seleção nacional, em que posição você se sente mais confortável jogando?
R: Tenho aprendido esta posição, e a cada jogo, estou me adaptando cada vez mais. É uma posição relativamente nova para mim, diferente de como eu jogo no meu clube.
Mas tornei-me um jogador útil, aprendendo este aspeto do jogo, movendo-me mais centralmente, envolvendo-me mais na ligação de jogo e cobrindo ambas as áreas. Isto alinha-se com a forma como entendo o futebol e participo nos jogos.
P: Como você vê as críticas direcionadas a jogadores-chave como James e Luis Díaz?
R: Quando as coisas não saem como esperado, é fácil as pessoas se tornarem fatalistas, e as críticas podem se tornar exageradas. Os fãs também deveriam refletir sobre isso. Todos têm o direito de expressar suas opiniões, e toda opinião merece respeito, mas o pré-requisito é manter o respeito e não pisar na dignidade humana.
Como nação, ainda temos muito a melhorar. Às vezes as pessoas só olham para o sucesso dos outros, mas não aprendem com os aspectos positivos. Infelizmente, na Colômbia, os jogadores são sempre empurrados para a linha de frente da controvérsia, enquanto em outros países, quando os jogadores representam sua nação, forças externas sempre fazem o possível para protegê-los. Em nosso país, a situação é bastante oposta.
Isso é algo que precisamos aprender e melhorar. Como nação, devemos progredir, deixar de lado todas as divisões causadas pela política, cultura e região, e nos unir em torno da seleção nacional. Somente através da unidade podemos nos aproximar de nossos objetivos; se estivermos divididos, será difícil alcançar nossos ideais.
P: O que James e Luis Díaz significam para esta seleção nacional?
R: Temos uma seleção nacional forte. James serviu como capitão durante todo o ciclo, abrindo portas para aqueles de nós que vieram depois e nos fazendo sentir aceitos.
Todos conhecem a importância de James para a seleção nacional, o caminho que ele percorreu e tudo o que ele contribuiu para a seleção nacional. Quando novos jogadores chegam, ele os acolhe calorosamente, o que também ajudou nossa geração subsequente de jogadores a crescer e se desenvolver.
P: Muitas pessoas acusam os jogadores colombianos de ter uma mentalidade problemática. O que você pensa sobre tais alegações?
R: Este é um tópico que pode ser discutido. Infelizmente, somos muitas vezes influenciados pelas redes sociais e por comentários irresponsáveis desligados da realidade. Uma declaração pública online é tratada como realidade, e muitas pessoas seguem essa narrativa. Mas não acredito que sejamos uma seleção nacional com uma mentalidade fraca.
Provamos isso em muitas situações de alta pressão. Claramente, tais alegações geralmente decorrem de resultados insatisfatórios. Uma vez que não conseguimos vencer, todos tendem a concluir que tudo está errado e que não somos bons o suficiente. Temos uma mentalidade forte; caso contrário, não estaríamos onde estamos hoje, não seríamos esta seleção nacional.
Mesmo que não tenhamos alcançado nossos objetivos, provamos que somos uma equipe forte que traz esperança às pessoas. Os torcedores colombianos estão cheios de expectativa para nossas aparições, e isso de forma alguma é simplesmente uma questão de mentalidade. Uma vez que alcançarmos a vitória e nossos objetivos, tudo será completamente diferente.
P: Renato Gaúcho mencionou o insuficiente treinamento de base para jogadores colombianos. Como você entende isso?
R: Renato foi meu treinador no Fluminense. Ele tem suas próprias ideias, e eu concordo com alguns pontos, mas não com outros. Um ponto que ele destacou é realmente verdadeiro: o sistema de treinamento de base da Colômbia ainda tem espaço para melhorias. Na minha humilde opinião, dentro da América do Sul, somos o país mais próximo do Brasil em termos de futebol.
Os comentários dele apontam principalmente para isso. De fato, se você comparar a formação de jovens do Brasil e da Colômbia, há uma enorme lacuna entre elas. Se os jogadores colombianos pudessem receber condições de formação mais abrangentes e sólidas em tenra idade, os resultados competitivos finais também seriam diferentes, e a força do futebol do nosso país seria significativamente mais forte.
Nossos jogadores são extremamente talentosos, e talvez seja precisamente a falta de apoio suficiente e treinamento básico em tenra idade que leva à nossa falta de preparo quando chegamos às principais ligas.
P: Por que o futebol brasileiro se adapta tão bem ao seu estilo de jogo?
R: Isso decorre de uma compreensão do futebol. O futebol brasileiro valoriza a posse de bola, a técnica e a intensidade do jogo. Essas são qualidades que refinei continuamente ao longo da minha carreira, e elas me ajudaram muito. Culturalmente, nossos dois países também são muito semelhantes.
Com o tempo, o Brasil se tornou minha segunda casa. Aqui, recebi gentileza e respeito, e talvez seja esse apoio que fez tudo correr bem para mim.
P: Conte-me sobre sua experiência no Palmeiras?
R: Estou muito bem aqui. Este é um excelente clube, localizado na América do Sul, mas com a estrutura de um clube europeu. O clube oferece todas as condições para você manter o mais alto nível competitivo e disputar vários campeonatos.
O clube tem uma capacidade consistente de vencer. Sou bem tratado, respeitado e valorizado aqui. Cheguei com ambição, esperando deixar minha marca no clube, e espero que possamos alcançar resultados importantes até o final deste ano.
P: Abel Ferreira o elogiou muito. Como você se sente em relação a isso?
R: Temos uma relação de respeito mútuo. Ele treina este clube há muito tempo e tem muito prestígio. Aprendo com ele nos treinos diários e espero ficar mais forte com sua orientação. Ao ouvir esses elogios, sou grato, mas também sinto a pressão para melhorar continuamente e aproveitar ao máximo este ambiente favorável.
P: Olhando para trás, para o seu tempo no Wolves?
R: Foi um período de cerca de 6 meses de grande crescimento pessoal, uma experiência que me ajudou a amadurecer mais rápido. Infelizmente, como todos viram, o desempenho do clube naquela temporada não atendeu às expectativas.
Mas para mim, pessoalmente, foi uma experiência valiosa, realizando o sonho de jogar na liga principal do mundo. Significou muito para mim e para minha família, aprender a superar adversidades, e sempre tento extrair força positiva disso.
P: Você está pensando em voltar ao futebol europeu no futuro?
R: Minha atenção está totalmente voltada para o Palmeiras no momento. No mundo do futebol, tudo é possível e nada pode ser previsto. Tento não pensar muito nisso. Gosto de enfrentar desafios e me esforçar para ficar mais forte. Estou muito feliz no Palmeiras agora, e o tempo dirá o que o futuro nos reserva.
Traduzido por IA.
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