A Federação de Comunidades Judaicas de Espanha (FCJE) enviou esta semana uma carta a Rafael Louzán, presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), expressando a sua "profunda preocupação e forte oposição" a um grupo de jovens adeptos do Real Madrid que entoavam slogans antissemitas e anti-muçulmanos nas imediações do estádio antes de um jogo contra a Inter de Milão.

A carta afirmava que os slogans ouvidos no local incluíam "Vejo um judeu e bato num judeu" e "Espanha é um país cristão, não um país muçulmano".

A FCJE considera que estas expressões são "de natureza extremamente grave". A organização afirmou que a primeira frase claramente tem conotações antissemitas, incitando à violência contra os judeus; a segunda, na sua opinião, transmite uma mensagem de exclusão aos cidadãos muçulmanos espanhóis com base na afiliação religiosa ou cultural.

A organização, na sua carta, identificou-se como o organismo oficial que representa os judeus espanhóis e enfatizou que estes comportamentos não devem ser estendidos a toda a base de adeptos do Real Madrid.

"Estamos plenamente conscientes de que estas ações não representam toda a base de adeptos do Real Madrid", afirmou a carta, ao mesmo tempo que exigia "uma resposta clara e forte".

Embora estes incidentes tenham ocorrido no contexto de uma competição europeia, a FCJE ainda acredita que a RFEF tem a capacidade de se pronunciar publicamente contra tal comportamento e encorajar os clubes a tomar medidas para prevenir novos incidentes de intolerância.

A Federação de Comunidades Judaicas de Espanha também expressou a sua vontade de participar em ações destinadas a combater o antissemitismo e todas as outras formas de intolerância no desporto. A carta foi assinada pelo seu presidente, David Obadía Choron.

Traduzido por IA.

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