Pires, que participou do "gol de ouro" de Blanc na Copa do Mundo FIFA de 1998, relembrou o clássico confronto da França com o Paraguai em 1998 e aguarda a revanche que se aproxima na América do Norte.

França e Paraguai se encontrarão novamente 28 anos depois, desta vez em solo norte-americano. Nas oitavas de final da Copa do Mundo FIFA de 1998, "Les Bleus" enfrentaram uma partida extremamente difícil em Lens. Diante de uma equipe paraguaia bem organizada e altamente disciplinada, a França lutou para quebrar o empate por um longo tempo, até que o gol de Blanc na prorrogação – o primeiro "gol de ouro" da França na história da Copa do Mundo FIFA – finalmente levou a equipe às quartas de final.
Naquela noite, Pires entrou como substituto após cerca de uma hora de jogo e desempenhou um papel crucial no gol da vitória. No entanto, quase 30 anos depois, o vencedor da Copa do Mundo FIFA de 1998 ainda não consegue explicar totalmente por que estava na ponta direita naquele momento.
"Fiz um desarme a uns 20 metros do gol", relembrou Pires, "Eu estava avançando pelo centro, mas de alguma forma fui parar na ponta, não sei por quê. Algumas coisas simplesmente não podem ser explicadas". Seu cruzamento encontrou Trezeguet, que cabeceou para baixo, acabando por ajudar Blanc a marcar o gol decisivo.
Esse "gol de ouro" ainda ocupa um lugar especial em seu coração. "É claro que você fica feliz quando tudo vai bem. Mas para o adversário, é devastador. Assim que o gol é marcado, o jogo termina imediatamente – você nem tem a chance de empatar". Essa regra foi abolida há muito tempo, mas sua crueldade ainda é vívida na memória.
Enquanto a França se prepara para enfrentar novamente os "Guaranis", a FIFA entrevistou o campeão mundial que melhor entende como essas partidas são decididas por pequenos detalhes.
Você considera França x Paraguai em 1998 uma partida especial?
Pires: Sim. Olhando para a trajetória da Copa do Mundo FIFA de 1998, essa partida foi sem dúvida a mais difícil. Talvez porque não estávamos muito acostumados a enfrentar equipes sul-americanas e seu estilo de futebol diferente, ficamos muito desconfortáveis por um tempo.
O que o técnico Jacquet te disse quando você entrou como substituto?
Pires: Ele me disse para fazer o que eu faço de melhor: pegar a bola, driblar, criar chances. E foi isso que eu fiz. Poderíamos dizer que esse é o papel de um substituto, e funcionou bem daquela vez.
Você se lembra da situação durante a prorrogação?
Pires: Estávamos muito nervosos, até um pouco ansiosos. O Paraguai jogou com seus pontos fortes – resiliente, defensivamente sólido e muito agressivo. Eles praticamente "estacionaram o ônibus" para levar o jogo para uma disputa de pênaltis. Eles tinham muita fé em seu goleiro Chilavert. Não conseguimos encontrar uma maneira de quebrar o impasse, e lembro que Henry até acertou a trave. Quando você não consegue marcar, as emoções gradualmente ficam agitadas, e esse período foi muito difícil.
O gol da vitória aos 114 minutos ainda é um dos momentos mais importantes de sua carreira?
Pires: Sim. Se eu olho para o meu tempo na seleção francesa, essa jogada definitivamente está entre os momentos mais importantes, tão importante quanto o gol contra a Itália na final da Eurocopa de 2000.
Naquele ataque, vi Trezeguet em espaço, e minha ideia era entregar a bola precisamente na frente dele. Achei que ele a controlaria e chutaria, mas ele escolheu cabecear para baixo, e então Blanc rapidamente avançou para marcar o gol, e todos sabem o que aconteceu em seguida.
Você acha que o novo confronto entre França e Paraguai será uma partida semelhante?
Pires: Taticamente, será muito parecido com 1998. Deschamps sabe disso muito bem, e os jogadores também sabem. O Paraguai vai defender profundamente, estacionar o ônibus; eles são uma equipe resiliente e combativa que tentará atrapalhar o ritmo da França.
Então a França deve manter a calma. Nesses tipos de partidas, o primeiro gol é sempre o mais difícil. É melhor marcar cedo, mas se o jogo se arrastar, a ansiedade pode surgir. A França deve evitar cair na armadilha do Paraguai.
Você confia na atual seleção francesa?
Pires: Com os jogadores que temos, sempre há alguém que pode mudar o jogo. Temos muitos jogadores excelentes e imprevisíveis; quatro ou cinco jogadores são capazes de marcar, o que é uma enorme arma.
Sei que a partida será difícil, mas contanto que permaneçamos focados e a abordemos profissionalmente, podemos superar o Paraguai.
Traduzido por IA.
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