Segundo o Sport, depois que a FIFA revogou o cartão vermelho de Balogun, o presidente de La Liga, Javier Tebas, emitiu uma declaração criticando o modelo de governança da FIFA.

Tebas acredita que a revogação da penalidade não deve ser vista como um incidente isolado, mas sim como um microcosmo de questões mais profundas dentro da FIFA. Ele afirmou: "A revogação da penalidade contra o jogador americano Balogun não é um assunto menor, nem é um erro individual. É meramente a ponta do iceberg, ilustrando um modelo de governança que tem corroído a credibilidade da FIFA e do futebol como um todo por muitos anos."
O presidente de La Liga acredita que o problema real reside no processo de tomada de decisões dentro da FIFA e na falta de consenso entre ela e as ligas domésticas.
"Quando as regras podem ser interpretadas ou alteradas conforme a necessidade; quando as decisões mais significativas são tomadas sem diálogo e acordo genuínos com as ligas domésticas, que são as principais entidades que apoiam o futebol profissional durante todo o ano (a grande maioria dos clubes e jogadores profissionais não participa de competições internacionais); quando os principais interessados no futebol não são ouvidos, mas são forçados a uma agenda unilateral, o problema não é mais uma decisão específica, mas todo o sistema", disse Tebas.
Tebas também criticou as operações internas da FIFA, afirmando que os congressos da organização carecem de debate real. "O Congresso da FIFA é mais como um espetáculo de retórica unificada, sem discussão real; as decisões já são tomadas antes do início da votação. Decisões que prejudicam as ligas são constantemente aprovadas sem acordo com as ligas domésticas", disse ele.
Referindo-se ao caso Balogun, Tebas enfatizou que esta decisão reforçou a percepção de aplicação arbitrária das regras: "O caso Balogun apenas reforçará essa percepção. É apenas a ponta do iceberg. Além disso, se as regras são sempre aplicadas arbitrariamente, a confiança desaparecerá. Sem confiança, não há credibilidade institucional."
Finalmente, Tebas afirmou com pesar que muitas pessoas na indústria do futebol escolhem o silêncio diante de tais situações, e pediu uma mudança na governança do futebol: "A pior parte é que a maioria das pessoas no futebol está bem ciente disso, mas muitos escolhem permanecer em silêncio porque o silêncio é mais fácil do que defender a independência, a transparência e a boa governança."
A declaração concluiu exigindo que as instituições do futebol operem com maior transparência e respeito às regras. Tebas afirmou: "O futebol mundial precisa de instituições que sejam responsáveis, respeitem as regras e governem com transparência, em vez de corroer a confiança de torcedores, clubes, ligas e jogadores através de decisões unilaterais, discricionárias e arbitrárias."
Traduzido por IA.
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