A FIFA anunciou esta quarta-feira o melhor XI eleito pelos adeptos para o Campeonato do Mundo da FIFA de 2026, com Wozniak como guarda-redes. O antigo guarda-redes internacional espanhol Canizares partilhou as suas opiniões no programa de rádio COPE.

Popularidade acima da Habilidade
Canizares acredita que este melhor XI "não merece um comentário sério" porque, na sua opinião, a seleção "depende em grande parte de quem queremos colocar". Ele salientou que esta equipa favorece "jogadores globalmente reconhecidos, falados e simpáticos".
Citou o guarda-redes Wozniak como exemplo, reconhecendo que é "uma enorme conquista para o veterano de 40 anos entrar na elite do futebol e ter um bom desempenho". No entanto, acredita que a inclusão de Wozniak se deve mais ao facto de "ter conquistado os nossos corações com a sua afabilidade e humildade", e pensa que esta popularidade "deveria ser recompensada de outras formas".
Quando o anfitrião Luis Munilla salientou que esta seleção "entraria para a história", a resposta de Canizares foi direta. Chamou a este melhor XI "uma trivialidade, como quando falamos sobre qual celebridade está nas bancadas". A sua conclusão final foi ainda mais incisiva: "Será uma nota de rodapé na história, tal como as vuvuzelas do Campeonato do Mundo da FIFA na África do Sul, nada mais."
Finalmente, o ex-jogador encerrou o debate com uma declaração, reiterando a sua visão sobre o verdadeiro legado do futebol: "Acredito que a história é escrita no campo de futebol." Isso negou o valor da votação dos fãs na medição da excelência atlética.
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