Esteban Cambiasso afirmou no evento IFA 2026 em Berlim que o que permanece de uma carreira no futebol não são troféus, mas as emoções vividas. Ele conquistou a Liga dos Campeões com a Internazionale.

Cambiasso disse: "Eu acho que a melhor coisa é a emoção. Porque no fim da vida, o que mais lembramos muitas vezes não é outra coisa, mas as emoções que sentimos e vivenciamos na vida." Ele listou diferentes manifestações de emoções: "Às vezes é um gol, às vezes é uma grande defesa do goleiro, às vezes é ganhar um campeonato, às vezes é salvar o time em um determinado momento." Ele concluiu: "Não acho que o troféu seja a melhor emoção da sua vida."

Cambiasso afirmou que sua melhor experiência no futebol não foi levantar troféus no Real Madrid ou com a Internazionale de José Mourinho, mas sim jogar pelo Leicester City no final de sua carreira. Ele disse: "Minha melhor experiência no futebol foi minha única temporada no Leicester City. Esse foi provavelmente o único clube em que joguei onde nunca ganhei um troféu. Estávamos no fundo da tabela por 15 jogos, mas vencemos 7 dos últimos 9. As emoções e sentimentos da cidade e dos torcedores eram realmente incríveis."

Cambiasso também comparou essa batalha contra o rebaixamento ao seu sucesso no cenário internacional: "A emoção que você sente por dentro depois de evitar com sucesso o rebaixamento é ainda mais forte do que ganhar uma taça."

Ao discutir a relação entre jogadores e torcedores na era da comunicação digital instantânea, Cambiasso afirmou que essa relação sempre foi diferente em diferentes países. "Na Inglaterra, é entretenimento; na Itália e na Espanha, é uma paixão enorme, uma parte muito importante da vida."

Falando da Argentina, Cambiasso disse: "Esse é um momento em que você pode liberar todos os problemas, todas as coisas ruins da sua vida, e então entrar em campo e expressar tudo isso." Ele acredita que os jogadores têm responsabilidades que vão além dos resultados dos jogos: "Muitas vezes, os jogadores têm que carregar muita pressão porque isso envolve a vida das pessoas."

Referindo-se ao fenômeno generalizado de filmagem nos campos de futebol hoje, Cambiasso disse: "Precisamos perceber que às vezes estamos filmando um momento, mas não aproveitando esse momento. Podemos querer revivê-lo no futuro, mas esse momento é aquele momento, não um momento futuro." Ele também acrescentou: "Se você me vir segurando meu telefone durante um pênalti, me lembre, porque eu não sou esse tipo de pessoa. Para mim, um jogo é um jogo."

Cambiasso também discutiu a relação entre patrocinadores e o vestiário, focando na comunicação interna do clube. Ele disse: "É responsabilidade do clube contar tudo aos jogadores. Porque se você tratar os jogadores como uma maçã, será difícil depois, e os jogadores podem reagir de forma diferente." Em sua opinião, por trás de todo patrocínio há um trabalho invisível dos jogadores: "Quando você marca um gol, pode ver a publicidade no campo, mas não entende o quanto de trabalho foi feito por trás de tudo isso."

Cambiasso concluiu falando sobre os jovens e mencionando a última Copa do Mundo. Ele disse: "O mais importante agora é que, para as crianças terem grandes emoções, elas devem primeiro ter grandes sonhos. Porque se você é uma criança e alguém lhe diz que você não pode fazer isso, eu não acho que isso seja verdade."

Cambiasso defendeu a decisão da FIFA de expandir a Copa do Mundo usando o exemplo da seleção de Cabo Verde: "Ninguém queria ver essas seleções na Copa do Mundo, mas então você percebe que esta é uma enorme oportunidade para essas crianças. Todos esperam ver Cristiano Ronaldo ou Messi, mas no final, é uma criança inesperada como Edimilson Fernandes que atrai toda a atenção. Ele teve uma pequena chance e a aproveitou."

Traduzido por IA.

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