O regresso de Cucurella a Espanha marca o início de uma etapa completamente diferente na sua carreira. Após quatro temporadas no Chelsea e a conquista da Copa do Mundo de 2022 com a seleção nacional, o jogador inicia um novo ciclo no Real Madrid. A psicóloga Lara Ferreiro afirma que isto significa que "a exposição e as expectativas externas se multiplicarão."

A especialista explica que em Londres o jogador já tinha a sua posição estabelecida na equipa, com os seus pontos fortes, fracos e características pessoais reconhecidos.
Agora em Madrid, "o ponto de partida psicológico, de alguma forma, voltou a zero", exigindo que o defesa se adapte a um ambiente competitivo e emocional totalmente novo.
Ferreiro salienta que o Real Madrid contratou não apenas o jogador que ele era em Inglaterra, mas também o jogador que ele poderá vir a ser em Espanha. Este aumento de expectativas desencadeia um grande desafio para os atletas de topo: suportar a avaliação constante.
"No Bernabéu, cada erro pode ser magnificado, cada jogo pode tornar-se um exame, cada desempenho fraco pode gerar discussão externa, e o jogador deve aprender a não transformar essa discussão externa em autocrítica interna", afirma a psicóloga.

Na opinião da especialista, a chave reside na forma como Cucurella interpreta as dificuldades iniciais que encontra. "Se ele pensa, 'Hoje não joguei bem', pode corrigir e seguir em frente; se ele pensa, 'Talvez eu não tenha o que é preciso para ter sucesso aqui', então o problema é completamente diferente." Diferenciar entre eventos e identidade será crucial para evitar que a pressão se transforme numa ameaça psicológica.
O jogador catalão chega ao Real Madrid com mais de 100 jogos pelo Chelsea e tendo conquistado a Liga Conferência Europa e o Mundial de Clubes. No entanto, tal experiência não elimina possíveis preocupações. "Uma das suas preocupações, talvez, possa ser resumida numa frase: 'Agora que voltei, tenho de provar que mereço regressar desta forma'", salienta Ferreiro.
O Real Madrid aumentará ainda mais a exposição, as críticas externas e as autoexigências, o que poderá fazê-lo duvidar da sua titularidade, do seu desempenho em campo ou até mesmo da decisão da sua família de regressar a Espanha.
Embora o próprio clube venha com uma pressão imensa, Cucurella também possui algumas condições favoráveis à adaptação. Regressou ao seu país de origem, está familiarizado com La Liga, junta-se com a sua família e tem vasta experiência internacional. "Do ponto de vista psicológico, ele tem múltiplos fatores de proteção. Não é um jogador jovem a desenvolver-se no estrangeiro pela primeira vez", explica Ferreiro.

A psicóloga também sublinha a importância de manter laços com Londres, estabelecer novas rotinas em Madrid e separar o desempenho competitivo do valor pessoal, para evitar que as altas exigências do ambiente afetem o seu bem-estar físico e mental.
Ferreiro também analisou as declarações de Cucurella após o anúncio oficial da sua transferência. Na sua opinião, estas palavras transmitiram "um sentimento de antecipação e de ver esta transferência como uma oportunidade, em vez de uma aceitação relutante da mudança."
No entanto, ela também adverte que este processo não será linear: "Haverá momentos em que ele sentirá nostalgia, fará comparações e terá dúvidas. Se essas emoções surgirem, isso não significa que a sua adaptação falhou, mas sim que ele está a adaptar-se. Qualquer mudança profunda exige uma etapa onde a vida antiga coexiste com a nova."

A variável que poderá acelerar todo o processo é simples: o tempo de jogo.
"Se ele tiver tempo de jogo consistente, sentir o apoio do treinador, integrar-se no balneário e for reconhecido no Bernabéu, então o próprio estádio acelerará o seu sentido de pertença", afirma Ferreiro. Sentir-se necessário no seu papel profissional determinará quando Madrid realmente começará a sentir-se como o seu lugar.
Traduzido por IA.
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Реал Мадрид
Марк Кукурелья
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