De acordo com o "Sport", após a entrada de Lescano no Vasco da Gama, o número de jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro Série A subiu para um recorde de 167.

O Vasco da Gama contratou o meio-campista argentino Alan Lescano, de 24 anos, que anteriormente jogava pelo Argentinos Juniors. Com isso, os 20 times do Campeonato Brasileiro Série A agora têm um total de 167 jogadores estrangeiros, superando o recorde de 157 da temporada de 2023. De acordo com dados do Transfermarkt, esse número pode continuar a aumentar, já que a janela de transferências brasileira permanece aberta até 11 de setembro.
Em 2003, quando o Campeonato Brasileiro Série A abandonou o sistema de playoffs e mudou para um formato de pontos corridos com jogos de ida e volta, os clubes podiam escalar apenas 3 jogadores estrangeiros por partida. Em 2014, esse número aumentou para 5; em 2023, subiu para 7. Em 2024, após aprovação unânime de todas as partes, o limite de jogadores estrangeiros elegíveis para seleção em cada partida foi elevado para 9.
Flaco López, atacante argentino que participou da Copa do Mundo de 2022, joga pelo Palmeiras, com uma foto relacionada postada nas redes sociais.
Atualmente, o país que mais fornece jogadores estrangeiros ao Brasil é a vizinha Argentina, com um total de 48, carinhosamente chamados de "hermanos". Em seguida, vêm o Uruguai, com 31; a Colômbia, com 27; o Paraguai, com 13; e o Equador, com 10, com os jogadores sul-americanos ainda dominando.
O número de jogadores da Europa e da África também está aumentando, totalizando 29, com 18 jogadores europeus e 11 jogadores africanos. Entre os jogadores europeus, os portugueses são os mais numerosos, com 7; seguidos pelos italianos e espanhóis, com 3 cada.
Atraindo Talentos para Compensar a Saída de Jogadores
Roger Machado, treinador que dirigiu a CBF Academy, afirmou: "À medida que mais e mais jogadores brasileiros vão para o exterior, o Brasil também começa a desempenhar um papel mais forte como comprador. Na última década, a demanda para substituir esses jogadores que partem aumentou significativamente, tornando os jogadores da América do Sul, América Central e até mesmo da Europa e África cada vez mais preferidos pelos clubes brasileiros. Essa é uma mudança natural impulsionada pela oferta e demanda, e está de acordo com as tendências globais."
O treinador, que comandou o São Paulo nesta temporada, acrescentou: "Ao mesmo tempo, devemos também ter cuidado para não deixar que esse crescimento prejudique o cultivo e o desenvolvimento de jogadores brasileiros. Cada país protege seu mercado interno de acordo com suas próprias necessidades, e acho que isso também deve ser um ponto de foco para o futebol brasileiro."
Cláudio Fiorito, presidente da P&P Sport Management Brasil, especializada em gestão de carreira de jogadores, disse: "O Brasil voltou a ser uma vitrine atrativa. Os clubes aqui podem oferecer bons contratos e uma plataforma competitiva que ainda é estrategicamente importante. Para muitos jovens jogadores, ficar aqui ou retornar significa poder jogar em uma liga de alto nível, estar mais perto da seleção nacional e também obter segurança financeira, o que no passado parecia estar disponível apenas no futebol europeu."
Alexandre Frota, CEO da FutPro Expo, afirmou que Deco, diretor de futebol do Barcelona, foi o convidado estrela da última edição da FutPro Expo, um novo evento de negócios do futebol. Ele disse: "Nos últimos anos, o futebol brasileiro não é mais apenas uma fonte de talentos, mas tornou-se gradualmente um mercado estratégico na cadeia global da indústria esportiva. Hoje em dia, os clubes são mais organizados, o sistema de competição é mais completo e a exposição internacional é muito maior."
Saúl está no Flamengo desde meados de 2024, com fotos relacionadas postadas nas redes sociais.
Frota acredita: "O Brasil se tornou uma importante vitrine para atrair jogadores de diferentes países, onde eles podem encontrar competitividade, exposição e valorização."
Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports Brazil, gerencia as carreiras de centenas de jogadores, incluindo o jovem Bernal, do Barcelona. Ele afirmou claramente que há uma demanda real no mercado por níveis competitivos, mas essa demanda é amplificada ainda mais por regras mais favoráveis à chegada de jogadores estrangeiros, bem como pelas vantagens financeiras e de exposição do mercado brasileiro.
Casseb explicou: "Este é o resultado da ação combinada de competitividade e oportunidades de mercado. Em busca de ligas mais fortes, competições continentais e resultados imediatos, o Brasil começou a olhar mais para fora, e os retornos trazidos pela valorização de jogadores estrangeiros são, na maioria dos casos, muito maiores do que os de jogadores locais."
Na visão de Casseb, um detalhe importante a ser enfatizado é que o Brasil proporciona maior exposição para esses jogadores sul-americanos. Segundo ele, ao contrário das principais ligas europeias, o Brasil não é o destino final para a maioria dos jogadores: "O Brasil é, na maioria dos casos, apenas um mercado de trânsito, especialmente para aqueles jogadores que fazem sucesso aqui. Outro fator importante é que, proporcionalmente, o Brasil não paga taxas de transferência tão altas por jogadores sul-americanos quanto a Premier League, o que também os torna mais fáceis de vender posteriormente. Os grandes clubes brasileiros têm menos concorrentes dentro do continente do que os times ingleses, que têm que competir com muitos clubes como Barcelona, Real Madrid, Bayern, Paris Saint-Germain e outros."
Kevin Vibero, jogador colombiano do Athletico Paranaense, é artilheiro do Campeonato Brasileiro Série A, com uma foto relacionada postada nas redes sociais.
Casseb, que tem 20 anos de experiência no mercado de transferências, também acredita que muitos jogadores sul-americanos veem o Brasil como uma boa oportunidade para chegar à sua seleção nacional.
Casseb disse: "Se falarmos de todo o ecossistema sul-americano, acho que não é exagero dizer que o Brasil agora, em certa medida, desempenha um papel semelhante ao da Premier League para a Europa periférica. Pode atrair jogadores, desenvolver jogadores, ampliar o valor dos jogadores e depois vendê-los. Um exemplo é que, em certa fase das eliminatórias da Copa do Mundo, o Campeonato Brasileiro Série A tinha até mais jogadores selecionados para a seleção uruguaia do que a liga inglesa, o que mostra que jogar no Brasil pode dar aos jogadores um maior peso futebolístico em nível continental."
Moises Assayag, especialista em finanças esportivas e sócio-diretor da Channel Associados, disse que essa situação não é um acidente: "Nos últimos anos, as receitas dos clubes brasileiros continuaram a crescer, especialmente as provenientes de direitos de TV e patrocínios, criando novos níveis de investimento para os clubes. Hoje em dia, os times brasileiros podem negociar com clubes europeus e até mesmo competir por alguns jogadores de alto nível, o que era inimaginável há menos de 10 anos."
Assayag também ressaltou que, em comparação com muitos países sul-americanos vizinhos, o mercado interno do Brasil é mais desenvolvido, e a escala de patrocínios e bônus é muito maior do que na Argentina e em outros mercados sul-americanos.
Traduzido por IA.
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