Após revés para o Londrina no Couto, treinador diz que "a urucubaca que pega o Coritiba é muito grande" e não pensa em entregar cargo. "Sinto que eles estão comigo ainda"

O técnico Tcheco lamentou mais uma derrota do Coritiba na Série B do Campeonato Brasileiro. Após o revés para o Londrina, por 1 a 0 (veja os melhores momentos no vídeo acima), o treinador desabafou na coletiva sobre a "maré de azar" que tem tomado conta da equipe. De problemas a internos a falta de sorte com lesões, ele evitou criticar o planejamento do clube e disse que não pensa em entregar o cargo.
– A minha trajetória como jogador não foi fácil. E uma coisa eu digo, eu não saio. Enquanto os jogadores estiverem comigo, não saio. Se eu sentir que eles não têm confiança em mim, aí eu saio. Sinto que eles estão comigo ainda. Sobre planejamento, não cabe a mim julgar e colocar mais lenha na fogueira. Eu tenho problemas internos. No popular, a urucubaca que pega o Coritiba é muito grande. O que o Coritiba for fazer, tem que se esforçar muito para dar certo. Tem alguma cabeça enterrada aí já tem algum tempo.
– A gente acha lateral, sente lesão. Vem outro, sente lesão. Carlos César se machuca. O Rodrigo Ramos não dá resposta, faz uma semana que não vem treinar, está afastado, não dá satisfação. A gente tenta administrar, e vários outros problemas pequenos que se tornam grandes. O Coritiba está numa maré de azar que vou te falar.
Tcheco disse que, mesmo em meio às dificuldades, destacou que vem recebendo o apoio da diretoria.
– Da parte da diretoria, o que eu posso falar é que tudo o que a gente pede que pode melhorar, eles estão nos ajudando. Pedimos palestrante, concentramos antes, eles dão suporte para nós.
+ Lances e ficha de Coritiba x Londrina
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Sobre o jogo, Tcheco viu um bom primeiro tempo da equipe, mas lamentou a falta de capricho do Coritiba para balançar a rede.Segundo estatísticas do GloboEsporte.com, foram 10 finalizações a gol, contra 13 do Londrina, e quatro chances reais.
– Tivemos algumas oportunidades, que não se concluíram em finalizações por um capricho. A oportunidade foi criada, principalmente com Parede e Alecsandro, a gente tentando pelo lado esquerdo, que fluiu menos. Chegamos a fazer um bom primeiro tempo em relação ao que vínhamos fazendo em casa. As jogadas não saíram e pagamos um preço muito caro.
– Faltou aquele capricho no último toque. O gol do Londrina acaba refletindo um pouco o que é o Coritiba. Os jogadores ansiosos, nervosos, não conseguindo corresponder em cima da pressão. Um lance que resume é o que o Iago está na bola, o goleiro toca nele, e ele acaba não buscando o pênalti. Esse lance reflete exatamente o que é os jogadores em campo. Eles tentam buscar as jogadas, mas depois que acaba levando o gol. Sem condenar o Iago, eles acabam se submetendo a uma pressão psicológica e não conseguem fazer as jogadas fluírem - explicou.
O Coritiba busca a reação agora fora de casa. O time enfrenta o CRB na sexta-feira, às 20h30 (horário de Brasília), no Estádio Rei Pelé, pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
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