Segundo o Globo Esporte, José Eurípedes da Silva, de 81 anos, vendia queijos em Santos para ajudar seu neto Gabriel Bontempo e o zagueiro Jair Cunha a perseguir seus sonhos no futebol. Ambos os jogadores receberam agora suas primeiras convocações de Carlo Ancelotti.

O avô materno de Bontempo, "Seu Latinho", mudou-se para Santos para morar com o neto e vendia queijos e outras especialidades mineiras em seu Fusca. A renda foi crucial para sustentar a vida deles ali.
Com o tempo, Seu Latinho conquistou o afeto da comunidade santista, tornando-se conhecido mesmo antes do neto. Agora, a situação se inverteu: Gabriel Bontempo é um dos destaques do time nesta temporada e recebeu sua primeira convocação de Ancelotti.
Em Santos, Seu Latinho também ganhou outro "neto adotivo". O zagueiro Jair, que agora joga pelo Nottingham Forest, morou com Bontempo e seu avó quando ingressou na base do Santos aos 10 anos. Jair também foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira de Ancelotti.
Com dois jogadores apadrinhados por José Eurípedes na seleção, o Brasil jogará contra a Austrália em Townsville às 10h30 (horário de Brasília) em 25 de setembro, em seu primeiro amistoso desde a Copa do Mundo de 2022. As duas equipes se encontrarão novamente em Brisbane às 18h (horário de Brasília) em 29 de setembro. Para seu último jogo internacional, o Brasil viajará para a Índia para enfrentar os anfitriões em Kolkata às 16h30 (horário de Brasília) em 3 de outubro.
Gabriel Bontempo começou a jogar futebol em uma escola de futebol em Uberaba aos cinco anos de idade. Após progredir pela academia do Uberaba Sports, ele se juntou aos "Meninos da Vila", uma escola de futebol afiliada ao Santos na região. Em 2016, ele foi selecionado para o time Sub-11 do Santos, iniciando sua jornada no clube.
Como seus pais permaneceram na região do Triângulo Mineiro para trabalhar, José Eurípedes foi quem acompanhou o jovem jogador quando ele se mudou. Seu Latinho vendia queijos e outras especialidades mineiras antes e depois dos treinos.
O avó de Bontempo, em entrevista ao Globo Esporte, disse: "Eu trazia mel, pimentas, rapadura, queijo, tudo de Minas Gerais que pudesse ser vendido lá. Era principalmente para ter um meio de vida, para passar o tempo, para ter sempre algo para fazer e não ficar parado."
Além dos jogos e treinos do Santos, Seu Latinho também levava seus produtos para os locais que Gabriel frequentava. Seus pontos de venda incluíam a escola onde o menino estudava e suas aulas complementares de inglês.
Com a ajuda de parentes e amigos, José Eurípedes transportava seus produtos para o litoral paulista, e seu negócio atraiu uma clientela fiel. Mesmo depois que seu neto ingressou no time principal, o idoso ainda aceitava pedidos.
José Eurípedes disse: "Mesmo agora, quando eu vou lá, as pessoas perguntam: 'Onde está o carrinho de queijo? Onde está o carrinho de rapadura?' Ainda é uma história."
A venda desses produtos não só lhe deu algo para fazer longe de casa, mas também sustentou financeiramente Gabriel Bontempo.
A mãe de Gabriel, Regina Bontempo, disse: "Ele dava conta de tudo — buscava e levava as crianças, ia ao cartório, fazia todo tipo de coisa, e ainda cozinhava e lavava roupa. Nós sempre fomos responsáveis pelas finanças da família, mas às vezes ele nem precisava da nossa ajuda; conseguia se virar com suas próprias economias e trabalho. Sem dúvida, o Vovô ajudou em todos os sentidos."
Bontempo não foi o único ajudado por Seu Latinho. Jair, companheiro de equipe desde os tempos da base e agora no Nottingham Forest, também está na lista de convocados de Ancelotti. Durante seus primeiros anos no Santos, ele morou com Bontempo e seu avó.
José Eurípedes recordou: "Os pais dele não tinham condições de ficar em Santos. Aí eles me encontraram e a Regina e perguntaram se ele podia morar comigo. Então ele veio, e moramos juntos. Eu o levava para a escola, o buscava e cozinhava para ele. Agora ele também é um companheiro do meu neto."
O zagueiro passou pelo Santos, depois jogou pelo Botafogo antes de se mudar para a Inglaterra e ser convocado para a seleção brasileira. Jair admitiu em entrevista ao Globo Esporte que a família Bontempo o ajudou muito a perseguir seu sonho no futebol.
Jair disse: "Eu morei com Bontempo durante minha primeira temporada no Santos. Meus pais não tinham condições de se mudar, então isso me ajudou muito. Bontempo é uma pessoa muito importante na minha vida. Se não fosse por ele, talvez eu não estaria aqui hoje. Eu não tinha onde morar naquela época. Conversamos depois que a lista de convocados foi anunciada, e isso foi muito especial. Agora estamos ambos felizes por este momento."
Ao ver seu neto convocado para a seleção, José Eurípedes também ficou satisfeito por ter ajudado Jair a chegar onde está hoje. Ele disse: "Eu fiz uma pequena contribuição, com muito amor e carinho, e o resultado é ótimo. Graças a Deus, ele está agora na seleção com meu neto. Tenho dois netos na seleção, sou muito sortudo."
Traduzido por IA.
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