O especialista em marcas Carlos Coelho afirmou em entrevista à mídia portuguesa na quinta-feira que a saída de Ronaldo da seleção portuguesa desencadeou um "terremoto" econômico que poderia levar patrocinadores a cancelar contratos e diminuir o valor da marca da Federação Portuguesa de Futebol.

O presidente da consultoria de marcas Ivity Brand Corp disse que a crise causada pela saída do capitão representa "uma enorme perda de valor", que nenhuma conquista esportiva pode compensar. Ele também criticou a "adesão cega à autoridade" na gestão do ativo mais importante do futebol português.
Falando sobre o valor da marca da Federação Portuguesa de Futebol, Coelho disse: "O valor da marca da Federação Portuguesa de Futebol diminuiu significativamente. Este incidente foi inesperado e, sob a perspectiva do valor da marca e sua perda, foi muito mal gerido, levando a um revés extremamente significativo. Este não é um terremoto que fará desabar a seleção portuguesa. A equipe não desaparecerá; continuará a existir, continuará a jogar e, se Deus quiser, continuará a vencer. O problema não está aí, mas sim no fato de que uma marca foi desvalorizada. Perdeu um de seus ativos centrais num instante. Centenas de milhões de pessoas em todo o mundo assistem aos jogos da seleção portuguesa apenas por causa de Ronaldo; elas não se importam se a equipe ganha ou perde."
Na visão de Coelho, a saída de Ronaldo impactou diretamente a vida econômica da Federação Portuguesa de Futebol. Ele afirmou: "O futebol não é mais apenas um esporte; é uma indústria multibilionária." O desenvolvimento contínuo desta indústria depende da sua capacidade de atrair mais espectadores.
Sobre as possíveis reações dos patrocinadores, Coelho disse: "Pensem do ponto de vista dos patrocinadores: quando assinaram, queriam associar a sua marca a esses ativos centrais. Agora, eles têm todos os motivos para alegar que a premissa do acordo mudou e para exigir negociações, ou mesmo o cancelamento do contrato. O interesse português na seleção pode aumentar, mas o interesse na equipe do resto do mundo diminuirá."
Coelho também citou um exemplo da turnê do Al-Nassr pela China, onde a ausência de Ronaldo fez a assistência cair de 55 mil para 5 mil. Ele usou isso para ilustrar que a influência internacional da seleção portuguesa sofreria um "revés extremamente significativo".
Coelho criticou a forma como o assunto foi tratado, alinhando sua postura com as opiniões do ex-treinador Alex Ferguson e outros. Na visão de Ferguson, minar o valor do jogador foi uma "destruição de valor" que poderia ter sido evitada.
Sobre a gestão de Ronaldo pelo treinador de Portugal, Jorge Jesus, Coelho afirmou: "O ativo mais importante da história do futebol português deve ser tratado com respeito e cuidado. Ele tem 41 anos e não pode ser tratado como um jovem de 17, seja em termos de gestão competitiva ou de comunicação externa. O que aconteceu aqui demonstra precisamente a falta de autoridade entre os gestores."
Coelho também afirmou que mesmo excelentes resultados esportivos não seriam suficientes para evitar o impacto do incidente no mercado internacional. A Federação Portuguesa de Futebol precisa urgentemente reconsiderar como trata Ronaldo a nível organizacional. Coelho disse: "Isso não pode ser resolvido com bons resultados, porque apenas os portugueses se importam com o resultado dos jogos. A única forma de mitigar o impacto é encontrar uma posição para Ronaldo dentro da estrutura organizacional da seleção portuguesa. Essa posição não precisa necessariamente ser em campo, mas certamente não é no banco."
Coelho defendeu a busca de uma solução adequada por meio da negociação, que respeite as contribuições de Ronaldo para a nação nos últimos 20 anos. Ao contrário da Federação Portuguesa de Futebol, Coelho previu que a marca pessoal de Ronaldo permaneceria sólida e poderia até se beneficiar da atenção mediática gerada pelo incidente.
Coelho afirmou: "A marca de Ronaldo não foi danificada; ela até foi aprimorada. Ele se tornou notícia principal na televisão mundial e na mídia global. Essa grande controvérsia está se formando principalmente dentro de Portugal. Ronaldo continua sendo um embaixador não oficial, e sua influência diplomática e econômica supera qualquer campanha promocional portuguesa."
A declaração de Coelho ecoou avisos anteriores de Daniel Sá, diretor executivo do IPAM (Instituto Português de Administração e Marketing).
Daniel Sá disse em entrevista: "Ronaldo é a maior marca que Portugal já teve." Ele pediu à Federação Portuguesa de Futebol que elabore estratégias de transição para mitigar o impacto da diminuição da exposição global.
Traduzido por IA.
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