Treinador do Leão da Ilha lamenta chances perdidas e decisões dos árbitros nos dois jogos contra o Goiás

O técnico Claudinei Oliveira admitiu o Avaí abaixo de produção até levar o primeiro gol do Goiás, mas viu a desclassificação como injusta na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, o Leão da Ilha perdeu para o Esmeraldino por 2 a 0 e deu adeus à competição nacional.

Para o técnico, dois lances foram cruciais para a queda: o gol mal anulado de Romulo, no jogo de ida na Ressacada, e o pênalti polêmico no duelo no Serra Dourada em favor dos goianos.

- Concordo (Avaí abaixo até levar o gol). Equipe marcando bem. Tiramos bem o Léo Sena, que é o atleta de criação do Goiás. Passamos do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1 para ter essa pressão na bola, estávamos deixando o Duarte ter a saída de bola que é um zagueiro com um pouco menos de qualidade que o Brock, infelizmente no último terço do campo não estávamos terminando bem as jogadas, não conseguindo ter a clareza de chutar ou fazer um cruzamento. E tomamos um gol que não foi pênalti, não vamos fugir da realidade. Tivemos dois jogos com o Goiás, um gol lá mal anulado, e um pênalti aqui que na minha opinião não existiu. Qual foi o grande trabalho que o Aranha teve no primeiro tempo, ou que o Aranha teve no jogo inteiro? - questionou Claudineo Oliveira, que completou citando os números do jogo.

- Tivemos 23 finalizações, sendo seis certas. O Goiás teve três finalizações certas e fez dois gols. Então esse é o futebol. Entramos com uma proposta de tentar aproveitar essa ânsia do Goiás de sair e projetar os zagueiros, e tentar roubar uma bola e sair bem no contra-ataque, mas quando roubamos a bola não estava conseguindo acertar o contra-ataque. No segundo tempo, a equipe voltou mais acesa, mais adiantada, tomando decisões melhores no último terço do campo. Tivemos várias chances, bolas na trave, enfim, e não conseguimos vencer a partida. Temos que lamentar a desclassificação, mas na minha opinião, somando os dois confrontos não merecíamos sermos eliminados.

Com pouco mais de 10 minutos de jogo, o técnico optou pela saída de Moritz e Beltrán para as entradas de Luanzinho e Rodrigão, respectivamente. Assim que deixou o campo, o volante deixou o campo reclamando de ter saído. Pouco antes, ele tinha acertado dois chutes que por pouco não entraram. Para Claudinei, ambos estavam cansados e era o momento de sair.

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- A questão do Moritz, ele fez um primeiro tempo que não foi tão bom, poderíamos até ter tirado ele no intervalo, optamos por deixar mais 10, 15 minutos. Sabemos que o Moritz não aguenta o jogo inteiro, nenhuma vez com ele jogando mais adiantado, ele terminou o jogo. Então não podemos fazer as substituições e daqui a pouco terminar o jogo com 10. Apesar dele ter finalizado, duas, três bolas boas, optamos por ele sair pois em um contra-ataque, ele e o Beltrán ficaram parados na frente, não conseguiram voltar. Já estava um pouco desgastado na nossa opinião, colocamos o Luanzinho por dentro, que muitos acham que é o correto, e nós continuamos achando que não é. Demos a chance para ele por dentro, tentamos com ele por dentro criar alguma situação. Optamos por manter o Pedro e o Judson, manter a estrutura defensiva. Mais pra frente colocamos o Getúlio para abrir o Luanzinho, ter dois jogadores abertos, ter essa mudança. O Luanzinho tem o drible, o Renato fazendo uma dobradinha com o Guga, e o Pedro na realidade estava jogando como meia. O Romulo não vinha fazendo um bom jogo.

O Avaí volta para Florianópolis nesta quinta-feira. A próxima partida já é neste sábado, contra o Brasil de Pelotas-RS, às 16h30, na Ressacada, pela segunda rodada da Série B do Brasileiro.