Papão e Leão estão no Grupo B da Conferência Norte e medem forças no campo da UEPA

Pra quem está com saudade de um clássico bem disputado entre Remo e Paysandu, a bola vai rolar entre azulinos e bicolores neste domingo, no campo da UEPA, em Belém, a partir das 9h. Mas o objeto em disputa é oval e jogado muito mais com as mãos do que com os pés. Isso porque Leão e Papão medem forças em um confronto inédito pela Conferência Norte da Liga Nacional de Futebol Americano.
Além de Remo Lions e Paysandu Lobos, a Conferência Norte é formada por Titans e Vingadores – ambos classificados à próxima fase -, junto com o Tupinambás, do Maranhão. Apesar de não objetivarem algo a mais na competição, a rivalidade do Re-Pa é o principal componente do jogo. Neste ano, pelo Campeonato Paraense de FA, o Leão venceu o primeiro clássico do esporte no estado. O Papão quer igualar o retrospecto neste final de semana.
– É o nosso primeiro ano disputando um torneio nacional e pela primeira vez teremos um Re-Pa na Liga. No Paraense eles ganharam, mas o jogo era nosso, foi uma infelicidade – brinca Mateus Maia, quarterback (lançador) do Paysandu Lobos, em entrevista ao programa GE na Rede, do globoesporte.com/pa (Veja a entrevista completa no vídeo acima).
– Foi um jogo apertado, no final (conseguimos a vitória) com uma posse de bola, seis pontos de diferença. No domingo promete ser mais um jogo acirrado – disse Ítalo Guahyba, linebacker (volante) do Remo Lions.
A preparação tem sido intensa para a partida, que deve receber um grande público na UEPA. Cada jogo de futebol americano no Pará tem uma média de mil pessoas. Os ingressos custam R$ 10 e podem ser encontrados com os jogadores e no dia do evento.
– O Remo Lions foi fundado em 2016 e meio que se encaminhava para esse momento, uma hora ou outra iria acontecer. Aconteceu no Paraense e, agora na Liga, talvez seja o maior momento de expressão do futebol americano do Pará. Estamos treinando em alto nível para essa competição, visando dar mais essa vitória para a nossa torcida – avalia Ítalo.
– A gente vem de vitória, nosso moral está lá em cima. Assim que passou o nosso jogo contra o Tupinambás a gente focou no Remo. Temos um pouco mais de um ano, nos preparamos desde o início com atletas vindo de outros times para chegar nesse momento. Perdemos o primeiro jogo, mas para esse segundo estamos focados, treinando diariamente, dia e noite, estudando eles, vendo a movimentação para dar a alegria à nossa torcida, que merece.

O futebol americano paraense existe há oito anos e vem conquistando cada vez mais novos adeptos. Apesar das dificuldades com campos para as partidas e patrocínios, cerca de mil atletas são filiados à Federação do esporte no estado. O clima é familiar e convidativo, com diversas programações que vão além dos confrontos.
– É um local familiar, só família praticamente. Não se encontra briga. No primeiro Re-Pa não teve ninguém brigando, é um ambiente bem bacana – enfatiza Ítalo Guahyba.
パイサンドゥ
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