O Sabah garantiu a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões ao derrotar o Hapoel Be'er Sheva por 3-2, num jogo decidido apenas ao minuto 115 do prolongamento. Uma partida com cinco golos que levou ambas as equipas ao limite físico e emocional durante 120 minutos de futebol intenso.

O domínio ofensivo do Sabah foi evidente ao longo de todo o encontro. A equipa azerbaijana efetuou 31 remates, pressionando constantemente a baliza adversária. Contudo, Ofir Marciano foi um obstáculo quase intransponível na baliza do Hapoel, realizando sete defesas que mantiveram os israelitas na eliminatória muito para além do que o volume de jogo do Sabah sugeria.

Aleksey Isayev destacou-se como o principal criador de jogo do Sabah, contribuindo com duas assistências decisivas. A sua visão de jogo e capacidade de encontrar colegas em zonas perigosas foram fundamentais para desmontar a defesa do Be'er Sheva. Tymoteusz Puchacz foi igualmente determinante, distribuindo seis passes-chave — o registo mais elevado do encontro — e criando desequilíbrios constantes no flanco defensivo adversário.

Do lado do Hapoel Be'er Sheva, Joy-Lance Mickels foi o elemento mais influente no ataque, com cinco passes-chave. A sua contribuição permitiu que os visitantes igualassem o marcador em duas ocasiões e forçassem o prolongamento, demonstrando uma resiliência notável perante a avalanche ofensiva do Sabah.

O momento decisivo surgiu ao minuto 115, quando o Sabah finalmente conseguiu marcar o golo que selou o 3-2 e a eliminação do Be'er Sheva a escassos minutos de uma possível decisão por grandes penalidades. Para os israelitas, a derrota é particularmente cruel, dado o desempenho heroico de Marciano e a resistência coletiva que demonstraram. Para o Sabah, a classificação é o justo prémio por uma noite de insistência ofensiva e determinação inabalável.