Leão da Ilha deixa de embolsar R$ 2,4 milhões de cota da CBF com a eliminação na Copa do Brasil. Derrota ocasiona mudança na comissão técnica

A eliminação do Avaí na Copa do Brasil não ocasionou somente a queda de Claudinei Oliveira e o retorno de Geninho. A derrota para o Goiás, por 2 a 0, também foi um golpe duro nos cofres do Leão da Ilha, que tem primado pela economia para não atrasar salários como antigamente. Caso tivesse avançado às oitavas de final da competição nacional, o clube teria embolsado mais R$ 2,4 milhões de cota da CBF. Apesar disso, o saldo final foi positivo - por chegar na quarta fase, o clube ganhou R$ 4,3 milhões.

- Financeiramente, a perda dos R$ 2,4 milhões é grande. Isso me pagaria duas folhas para quitar toda a gestão do Avaí, a base e administrativo. Mas vamos recuperar e buscar isso. Quanto à troca na comissão técnica, o Geninho e o Claudinei estão no mesmo patamar financeiro. Não há acréscimo nenhum na folha. Acertamos uma multa rescisória com o Claudinei. Vou pagar até o final do ano, era uma multa pequena - disse Battistotti à rádio CBN/Diário.

Após demitir Claudinei no início da manhã desta quinta-feira, o Leão da Ilha demorou menos de seis horas para anunciar Geninho como substituto. Segundo o presidente, a troca no comando veio em um momento crucial da temporada, em que a Série B ainda está no início.

- A eliminação foi ruim, a forma como foi, recebi a informação que não foi pênalti no primeiro gol do Goiás. Liguei para a CBF cobrando isso, também tivemos duas bolas na trave. Quando não dá certo, não dá certo. Tem que tomar a decisão, foi tomado no início da Série B, nosso foco é voltar à Série A. Foi na hora certa.

O Avaí volta a campo neste sábado, às 16h30, contra o Brasil de Pelotas-RS, na Ressacada, pela segunda rodada da Série B do Brasileiro.