Em 22 de setembro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou oficialmente que, após uma reunião com representantes de clubes das Séries A e B e federações estaduais, aprovou reformas relativas ao registro de jogadores estrangeiros e oportunidades para jovens atletas. De acordo com o plano, o número máximo de jogadores estrangeiros permitidos por partida nas Séries A e B será gradualmente reduzido dos atuais nove para cinco até 2030. Ao mesmo tempo, a CBF também proporcionará mais oportunidades de jogo para atletas sub-23, ajustando a estrutura das listas de registro dos clubes.

Em 21 de setembro, a CBF realizou sua quarta reunião com clubes das Séries A e B do futebol brasileiro, onde apresentou a implementação das medidas de reforma de 2026 e votou propostas para o registro de jogadores, o número de estrangeiros e a padronização dos horários dos jogos. Isso faz parte do processo de construção do sistema de ligas do futebol brasileiro e de valorização de suas diversas competições. Após a votação, clubes e federações estaduais aprovaram a redução gradual do número máximo de jogadores estrangeiros nos elencos por jogo, ao mesmo tempo em que ajustaram os calendários e horários de início das partidas das Séries A e B.
Nesta reunião, representantes de 40 clubes das Séries A e B, bem como de federações estaduais, ouviram um relatório sobre o estado atual do desenvolvimento do futebol brasileiro. O relatório, preparado pela CBF Academy, focou nas regras de registro de jogadores, incluindo o número de estrangeiros, e na padronização das datas e horários de início dos jogos das Séries A e B.
Helder Meirelles, Diretor Executivo da CBF, afirmou que as duas medidas propostas visam melhorar o produto das competições do futebol brasileiro.
"Nosso objetivo é aprimorar o produto do futebol brasileiro, por isso propusemos duas medidas hoje. A primeira está relacionada ao desenvolvimento de jovens talentos. Nosso diagnóstico mostra que os jogadores brasileiros sub-23 estão recebendo cada vez menos minutos de jogo, enquanto o número de estrangeiros aumentou significativamente nos últimos anos, resultando em menos espaço para jovens atletas brasileiros."
"As medidas que estamos propondo ainda permitem um número considerável de jogadores estrangeiros, pois entendemos a sua importância para o futebol brasileiro. Mas, seja reduzindo o número máximo de estrangeiros ou alterando a forma como os jogadores são registrados nas competições, esperamos proporcionar mais espaço para os jogadores sub-23 e, ao mesmo tempo, melhorar o nível técnico das equipes brasileiras, especialmente a médio e longo prazo."
"O segundo objetivo está relacionado à padronização dos horários dos jogos. Nosso diagnóstico mostra que os jogos estão atualmente espalhados por vários horários diferentes, competindo entre si. Portanto, propomos estabelecer um calendário fixo de jogos, que será então discutido com os meios de comunicação que já adquiriram os direitos de transmissão das Séries A e B do futebol brasileiro, para realmente estabelecer horários padrão de jogos para o futebol brasileiro", disse Meirelles.
Registro de Jogadores
Um estudo desenvolvido pela CBF Academy e divulgado pela CBF mostra que a idade média dos jogadores da Série A está aumentando, de 27,3 anos em 2021 para 28,5 anos em 2026.
Dados comparativos no relatório indicam que, entre as seis ligas analisadas, o Brasil possui a maior idade média de jogadores. Além do Brasil, o estudo também analisou ligas da Espanha, Alemanha, Inglaterra, França e Itália.
Essa situação também se reflete nas transferências. A idade média dos novos contratados que chegam aos clubes brasileiros é de 26,3 anos, superior à das principais ligas europeias abrangidas por este estudo.
Essa tendência também se reflete nas métricas físicas dos jogadores. Dados mostram que, em comparação com as principais ligas europeias, os jogadores da Série A brasileira têm menores quantidades totais de corrida em alta velocidade (20 a 25 km/h) e sprint (acima de 25 km/h).
O estudo também aponta que jogadores entre 18 e 24 anos demonstram um desempenho mais proeminente nessas métricas de alta intensidade, que é precisamente a faixa etária cujo tempo de jogo no futebol brasileiro tem diminuído nos últimos anos.
Dados relevantes indicam que essas mudanças se alinham com a atual estrutura de transferências e composição de jogadores no futebol brasileiro. Durante este período, o número de jogadores experientes e estrangeiros aumentou continuamente, enquanto o tempo de jogo para jogadores desenvolvidos nas categorias de base dos clubes brasileiros diminuiu.
Na temporada de 2026, os jogadores sub-23 representaram apenas 13,8% do tempo de jogo na Série A. Essa proporção é significativamente menor do que a de grandes nações do futebol europeu, como França (38%), Inglaterra (32%), Espanha (31%), Alemanha (28%) e Itália (28%).
Entre 2020 e 2026, a participação de tempo de jogo de jogadores estrangeiros com mais de 23 anos na Série A aumentou 3,2 vezes, de 7,8% para 25%. Simultaneamente, a participação de tempo de jogo de jogadores brasileiros sub-23 diminuiu de 28,3% para 11,5%.
Se combinarmos jogadores brasileiros e estrangeiros, a atual participação de tempo de jogo de jogadores sub-23 no futebol brasileiro é de 13,8%, enquanto nas principais ligas europeias analisadas, essa proporção varia entre 28% e 38%.
Essa mudança se alinha com o aumento gradual do número máximo de jogadores estrangeiros permitidos por partida na Série A. Em 2013, um máximo de três jogadores estrangeiros era permitido na lista de convocados para as competições nacionais; esse número aumentou para cinco em 2014 e permaneceu nesse nível até 2022.
A partir de 2023, esse número aumentou para sete, e depois para nove em 2024, onde permaneceu desde então.
Enquanto isso, o número real de jogadores estrangeiros que participam dos jogos também aumentou continuamente. Na temporada de 2022 da Série A, 95 jogadores estrangeiros tiveram oportunidades de jogo; esse número aumentou para 162 em 2025; e, até esta contagem, 146 jogadores estrangeiros já jogaram em 2026, com 13 jogadores estrangeiros adicionais registrados ainda a fazer sua estreia.
Esses dados tornam o equilíbrio entre trazer jogadores brasileiros ou estrangeiros mais experientes e oferecer mais oportunidades para os jogadores das categorias de base um tema central nas discussões atuais.
Esta questão também tem implicações econômicas. Entre 2016 e 2025, jogadores com 20 anos ou menos contribuíram com 50,1% da receita dos clubes brasileiros proveniente de transferências internacionais. Essa proporção é significativamente maior do que a receita relacionada gerada por jogadores da mesma faixa etária na Europa.
Se os jovens jogadores receberem menos oportunidades, isso também afetará a capacidade dos clubes brasileiros de desenvolver, nutrir e vender a próxima geração de talentos.
O plano proposto pela CBF originou-se de uma iniciativa apresentada pelo "Movimento de Clubes Formadores" durante uma reunião do Grupo de Trabalho de Categorias de Base do Brasil. No final, o plano foi aprovado pelos clubes e federações estaduais, com apenas dois votos dissidentes.
De acordo com o plano, o máximo atual de nove jogadores estrangeiros por partida será gradualmente reduzido, chegando a cinco até 2030, o que se alinha com o nível de 2022.
Especificamente, o limite será de oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cairá para cinco em 2030.
É importante notar que, com base em estatísticas de 215 jogos, a Série A atualmente tem uma média de 5,4 jogadores estrangeiros por partida.
Em relação às listas de registro, o plano também visa um ajuste gradual até 2030, mas o número máximo total de jogadores registrados para os clubes permanecerá em 50.
A lista de registro será dividida em duas partes: Lista A para o time principal, com um limite de jogadores acima de 23 anos; e Lista B, composta por jogadores sub-23, que não exige que esses jogadores tenham sido desenvolvidos nas categorias de base do próprio clube.
Em 2027, a Lista A e a Lista B terão 30 e 20 vagas, respectivamente; em 2028, ajustará para 29 e 21; em 2029, para 27 e 23; e até 2030, ambas as listas terão 25 vagas cada.
Essa medida visa proporcionar mais oportunidades para os jovens jogadores sem reduzir o número total de jogadores registrados para os clubes.
A pesquisa divulgada pela CBF também mostra que essa regra terá um impacto limitado nas escalações existentes inicialmente. Entre os 40 clubes das Séries A e B, 33 já têm não mais de 30 jogadores registrados com mais de 23 anos, mesmo antes de a nova regra ser implementada oficialmente.
Agendamento de Jogos
Em relação aos horários dos jogos das Séries A e B, pesquisas mostram que entre 2023 e 2025, a Série A utilizou 51 combinações diferentes de horários de jogos; durante o mesmo período, a Série B teve 81 combinações diferentes de horários de jogos.
A nova proposta foi aprovada por unanimidade nesta reunião. O plano combina dados de audiência, feedback de clubes e federações estaduais, e estudos comparativos de grandes ligas europeias, visando reduzir a fragmentação do agendamento de jogos e estabelecer horários fixos, criando assim uma característica mais clara para as competições das Séries A e B.
O novo cronograma eliminará alguns horários considerados como afetando significativamente a experiência do torcedor, como jogos de dias de semana às 19h e jogos de domingo à noite, minimizando também as instâncias em que as Séries A e B começam em horários semelhantes.
Na Série A, o domingo se tornará o principal dia de jogos para as partidas de fim de semana, com as 16h como o horário fixo mais importante. Nos dias de semana, haverá seis jogos concentrados na quarta-feira, formando uma "Super Quarta-feira".
Na Série B, o sábado se tornará o principal dia de jogos, com três partidas às 18h como o horário fixo principal, juntamente com quatro horários exclusivos diferentes da Série A.
Os jogos de dias de semana serão concentrados em dois horários fixos, 19h30 e 21h, e serão realizados de terça a quinta-feira.
Proposta Aprovada
1. Número de jogadores estrangeiros na lista de convocados: O máximo atual de 9 será gradualmente reduzido para 8 em 2027, 7 em 2028, 6 em 2029 e 5 em 2030.
2. Lista de jogadores registrados: O número máximo total de 50 jogadores será mantido, dividido em Lista A e Lista B. A Lista A compreende principalmente jogadores com mais de 23 anos, enquanto a Lista B é para jogadores sub-23. Em 2027, as duas listas terão 30 e 20 jogadores, respectivamente, ajustando-se para 25 e 25 até 2030, aumentando gradualmente o número de vagas para jovens jogadores.
3. Série A: O domingo será o principal dia de jogos, com as 16h como o horário fixo principal. Nos dias de semana, haverá seis jogos na quarta-feira, formando uma "Super Quarta-feira".
4. Série B: O sábado será o principal dia de jogos, com três partidas às 18h como o horário fixo principal, juntamente com quatro horários exclusivos diferentes da Série A. Os jogos de dias de semana serão concentrados em dois horários, 19h30 e 21h, e serão realizados de terça a quinta-feira.
5. Cancelamento de certos horários de jogos: O novo calendário eliminará jogos de dias de semana às 19h e jogos de domingo à noite, reduzindo também as instâncias em que as Séries A e B começam em horários semelhantes.
Traduzido por IA.
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